O livro
Um garoto relata o susto que passou numa noite de sexta-feira treze, de agosto, quando estava sozinho em casa. Ele não costumava acreditar em dias de azar, mas naquela noite tudo parecia confirmar as crendices populares.
Para começar, chovia tanto, com vento, raios e trovões, que o reator elétrico pifou e o menino ficou no escuro. Logo em seguida, ele ouviu barulhos estranhos e gemidos e, ao espreitar o quintal, viu o vulto de uma mulher torta com um olho vermelho e outro amarelo.
Aterrorizado, preparou-se para o pior e teve que enfrentar uma série de situações medonhas até que, quando deu meia-noite, seus pais chegaram e a luz voltou.
Será que tudo foi verdade ou foi apenas fruto de sua imaginação?
Temas transversais
Ética: atitudes de prevenção de acidentes e situações de perigo; como acionar os serviços de emergência com responsabilidade.
Pluralidade cultural: as crenças populares; o universal contador de casos.
O texto
Questões de compreensão e linguagem
Esta história é um ótimo exemplo de uma narrativa que segue os moldes dos contadores de casos ou histórias uma tradição antiga e universal, que deve ser preservada.
Observe como o texto é rico em expressões e situações que dão vida à narrativa e prendem o leitor, alternando situações de medo com cenas engraçadas.
Antes de ser trabalhada, é interessante que a história seja contada oralmente com expressão e graça, incentivando os alunos a fazerem leituras orais e a contarem histórias.
Para que os alunos aprendam a usar o dicionário com desenvoltura, foram escolhidas no texto algumas palavras, a fim de que eles pesquisem os significados: trevou, aziago, sucessão, vulto, atrozes e faniquito.
A mãe do menino gosta de usar expressões populares como: ficar com a pulga atrás da orelha e fazer gato e sapato . Peça aos alunos que enumerem mais duas expressões que conhecem.
O menino descreve o que é sentir medo: (...) Senti um negócio. Nem sei bem o que sentia... Só sei que o meu coração disparou, pés e mãos gelaram. Meu Deus, o que seria aquela coisa?! . Sugira aos alunos que sigam esse modelo para descrever a sensação de sono ou de fome.
Questões de interpretação
Os alunos podem responder oralmente ou por escrito:
" Quem conta a história?
" Por que o garoto está sozinho em casa?
" O que acontece com ele?
" O perigo que a personagem está passando é real ou imaginário?
" O que ele faz para enfrentar o perigo?
" Que outras situações difíceis acontecem?
" Como tudo se resolve?
Bate-papo, pesquisa & companhia
Converse com os alunos sobre as crenças populares ligadas ao azar ou sorte. Levante com eles o que sabem sobre essas superstições, inclusive quais amuletos de sorte ou de proteção são mais conhecidos.
Comente com eles sobre ficar sozinho em casa. Pergunte se isso é frequente e faça uma lista do que deve ser providenciado pelos pais ou responsáveis para esses momentos, por exemplo:
" Os responsáveis devem dizer onde estarão, informando o número do telefone e o endereço do lugar, calculando, inclusive, o horário em que voltarão. Essas informações devem ficar em um local visível.
" Avisar alguns vizinhos ou parentes que a criança estará sozinha por algumas horas.
" Combinar o que a criança pode e o que não pode fazer sozinha, sem o auxílio de um adulto e, no caso de haver mais de uma, determinar quem será o líder .
" Deixar uma caixa de primeiros socorros à disposição.
" Deixar alimentos, já preparados, em um local de fácil acesso.
Fale com os alunos sobre o uso responsável do telefone, principalmente em relação aos serviços de emergência. Deixe claro que os sistemas públicos de defesa, como a Polícia e o Corpo de Bombeiros somente devem ser chamados em casos de emergência. Comente sobre os trotes e suas consequencias. Chamadas falsas podem, além de sobrecarregar o sistema de telefonia de emergência, retardar o atendimento de uma ocorrência real.
Converse com os alunos sobre o medo e a escuridão: O que é o medo? Qual é o seu lado positivo e o negativo? O que as pessoas sentem no escuro? Incentive os alunos a comentarem se sentem medo quando estão no escuro. Por que a escuridão faz as pessoas imaginarem coisas ou pensarem em seres sobrenaturais?
Produção de texto
Incentive os alunos a produzirem uma pequena narrativa de enigma, seguindo os moldes do texto lido. Esse texto poderá ser preparado para ser contado oralmente, com bastante expressão.
Seguem abaixo alguns itens que podem ajudar na construção do texto:
1. Apresentação da personagem e do lugar onde ocorrerá o fato.
2. Início de uma situação inesperada.
3. Conflito maior.
4. Busca da solução do conflito.
5. Enfrentamento de situações difíceis para realizar o objetivo (essas situações podem ser atemorizantes ou engraçadas).
6. Resolução do conflito pela ação da personagem ou de forma inesperada.
O projeto gráfico
Observe as ilustrações do livro junto com os alunos. Espere que eles façam seus comentários espontaneamente.
Faça-os perceber que a ilustração desta obra mistura, com muita liberdade, várias técnicas como desenho, colagem de papel e recursos de computação gráfica.
A ilustração tem uma linguagem aberta. Com seus elementos, procura sugerir ideias e sensações, usando imagens simbólicas que despertam a imaginação do leitor e o incentivam a criar junto com o artista.
Estimule os alunos a ilustrarem os textos que produziram, seguindo o exemplo de misturar colagens com os desenhos.